3 filmes: Wes Anderson

Sempre ouvi esse nome. Simetria, cores, famoso. Associava essas palavras e só. Mas no último mês eu realmente pude ver filmes do Wes Anderson, e admiro cada vez mais o trabalho dele.

O que sei sobre ele: é do Texas, tem 46 anos, é um diretor fantástico, usa uma simetria escancarada nos filmes, tem um humor peculiar, as famílias dos filmes são pouco tradicionais, 4ª é quebrada várias vezes, consegue expressar emoções profundas sem exagerar nem apelar, faz a gente pensar que o personagem morreu/vai morrer mas surpreende ao desenrolar as situações.

Então, vamos lá:

1. O Grande Hotel Budapeste (The Grand Budapest Hotel, 2014)

Grand Budapest Hotel

Assisti por ser um dos indicados ao Oscar – nem me liguei que era Wes Anderson. Me encantei com as cores e figurinos do filme, porque nada é por acaso – N A D A  é por acaso. Vi que rola uma simetria. É um filme que mostra um cara contando a história de outro cara contando sua história com outro cara, basicamente. É um filme bem teatral, pelas atuações e modo de contar a história. Tem personagens cheios de segredo e te deixa curioso o tempo todo. Assista.

2. O Fantástico Sr. Raposo (Fantastic Mr. Fox, 2009)

Fantastic Mr Fox

É uma animação que vai contar a aventura desse raposo malandro e da sua família e envolvidos. Os personagens do filme claramente tem muito passado, assim, ele mostra que tem uma grande história por trás de cada um, mas não fica explicando o que aconteceu antes, você simplesmente percebe isso e vai entendendo algumas coisas ao longo do filme. Não é um filme didático que vai ficar te explicando o porque de tudo: o Wes Anderson acredita na sua inteligência. A cena mais marcante pra mim foi a conversa do Raposo com sua Raposa, quando ela bate na cara dele. Se você ver vai entender o impacto que é.

3. Moonrise Kingdom (2012)

Moonrise Kingdom

Esse é, de longe meu favorito. O filme conta a história de vários personagens, que convergem no relacionamento entre as crianças principais. É um filme com uma simetria louca, que eu ficava pensando como ele consegue fazer isso em quase todas as cenas. Além disso, ele quebra a quarta parede tantas vezes, que parecia que os personagens estavam na minha sala falando comigo: “What kind of bird are you?”. Além disso, as crianças do filme agem como adultos algumas vezes, e os adultos como crianças, com situações que mesclam trágico e cômico.

Acho que esse diretor está na minha lista daqueles: vou ver TODOS os filmes feitos por esse ser humano. Entra nessa vibe comigo.

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