Destinos – MIL PRAIAS EM FLORIPA nível hard (II)

Viajando estilo ULTIMATE TOURIST BEACH FREAKS: vamos conhecer o maior número de praias possível. Que eu me lembre, conheci: Canasvieiras, Cachoeira do Bom Jesus, Jurerê, Daniela, Joaquina, Praia Brava, Barra da Lagoa e Joaquina. E vou deixar minha impressão sobre algumas delas aqui.

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PRAIA DA DANIELA e JURERÊ

Na Daniela eu simplesmente não queria sair da água. Uma praia super calminha, de poucas ondas, perfeita pra quem visita com crianças ou quer fazer stand-up paddle e outros esportes. Ficamos um tempão lá, e se não fosse a ânsia de conhecer outras praias, passaria uma tarde inteira.

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Jurerê e Daniela são praias super parecidas, porque fica uma do lado da outra. A diferença pra mim foi que em Jurerê a água já não era tão parada. E eu cismei ter visto uma água viva, ou algum animal não identificado na água, e aproveitei pra tirar fotos e ficar descansando.

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JOAQUINA

Se você tentar dar uma de surfista, pode acabar como eu, que levei o maior capote. Joaquina é uma delícia, pois tem ondas dignas, dá pra curtir bastante surfando ou com aquelas pranchas body board. Além disso, é uma daquelas praias super famosinhas, agitadas, cheia de gente. Eu curti muito, e valeu a pena atravessar a ilha só pra ver ela.

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Olha o que nós encontramos lá:

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DUNAS DA JOAQUINA

Subindo nas Dunas você tem essa vista maravilhosa de uma parte do litoral sul. Preciso falar mais alguma coisa?

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Quer escorregar nesse barranco de areia? É isso que o pessoal estava fazendo. É o tal do esqui-bunda, e também uma especie de esqui, como se fosse na neve, mas versão BR na duna. E tem muita duna pra escorregar, é alto mesmo. E também é muito engraçado ver as pessoas se estabacando na areia.

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PRAIA BRAVA

O nome já diz. Tem ondas tão fortes quanto as da Joaquina. eu estava acabada de tanto correr atrás de praia, então nem curtimos muito essa. Pra quem surfa deve ser o máximo!

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CACHOEIRA DO BOM JESUS

Essa era a praia mais próxima da pousada onde ficamos. Dava pra ir a pé, em uns cinco minutos, mas eu e minha irmã só fomos nessa praia a noite de tanta loucura que a gente fez durante o dia pra conhecer a maior quantidade de praias possível. Parecia ser super tranquila e com mar calmo. Uma delícia de praia.

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Pra terminar, fiquem com essa vista linda da Lagoa.

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Destinos – Floripa é Maior que a Família (I)

Chegaaaaaaaaaaaaaaamos!

Chegamos em Florianópolis finalmente. Estava bom em Bombinhas, mas agora é o destino final dessa trip pelo Sul.

Lancha em Canasvieiras

FLORIANÓPOLIS É GIGANTE

E a primeira coisa que percebemos é que: a cidade é  E N O R M E.  Basicamente Florianópolis tem uma “pequena” parte de continente e uma ilha gigante, cuja parte mais cheia, de pessoas e casas, prédios e comércios é o litoral e a “borda” da ilha. Pelo Google Maps tem uma parte central que não mostra as ruas, parece que tem só floresta no meio, ou pelo menos eu não sei o que tem. O que eu quero dizer, é que demoramos mais ou menos 20, 30 minutos pra atravessar do sul ao norte da ilha, é grande mesmo. Se você morar lá e tem que cruzar a ilha, é complicado.

Mas não é A COISA MAIS CHATA DO MUNDO morar numa cidade que tem mais de 50 praias. (ainda há controvérsias desse número). Alguns critérios consideram 42 praias, outros podem contar até 100, contando pequenas ilhas ao redor e praias mais ocultas por causa de obstáculos naturais. Não dá pra ir pra lá uma ou duas vezes e dizer que conhece.

EXPERIMENTANDO CANASVIEIRAS

Considerando preço e indicações, ficamos no norte da ilha, no bairro de Canasvieiras, numa pousada maravilhosa chamada Villa Francesca. O nome é italiano, mas eu cheguei achei que o lugar também tinha um toque Grego (tudo do mediterrâneo). Isso se explica por que os donos da pousada moraram na Itália por alguns anos. E meus pais acabaram ficando amigos deles. Ficar lá fez toda a diferença na viagem, tornou tudo mais gostoso e tranquilo pra nós. Tinha cozinha, um quarto e uma sala com sofá cama, com área externa compartilhada pra churrasco, perfeito pro estilo da minha família, que gosta de cozinhar e aproveitar o lugar que ficamos.

Pousada Villa Francesca

Villa Francesca

O bairro tem tudo. Tem praia tranquila e praia agitada, tem ferinha, tem comida, tem animação. Se a pessoa quisesse ficar só lá, dá pra curtir numa boa. Mas nós adotamos o estilo TURISTA MASTER HARD, e quisermos conhecer todas as praias possíveis. Mas tem uma coisa que só tem na praia de Canasvieiras…

Isa e o Mar

PÉROLA NEGRA: NAVIO DOS PIRATAS, AXÉ E BAGUNÇA

Pérola Negra

Sabe aquelas coisas que você faz só porque está no lugar e quer viver a experiência. Foi isso que conseguimos entrando no Pérola Negra, um dos vários navios “piratas” que partes da praia de Canasvierias. O mais legal é que eles passam por alguns pontos turísticos próximos, como a Praia do Forte, e dão uma breve explicação da história do lugar. Mas em geral, é bagunça, galhofada total. Os uruguaios e argentinos se acabavam no navio, de dançar e beber e correr, como se na cabeça deles estivesse gritando AQUI É            BR MESMOOO. E toca axé, o tem Jack Sparrow e tem zoeira sem limites. Assim, foi legal uma vez e chega disso pra mim.

Bagunça dos Gringos

Jack Sparrow de Floripa

Jack de novo

esse mar

O melhor de tudo foi poder mergulhar no meio do mar. Se pudesse ficaria lá por um bom tempo só curtindo a água azul e gelada do mar mais lindo que eu já vi.

Mergulhando

Mar do Sul

Destinos – Bombinhas – SC

Continuando a Road Trip pelo Sul, paramos em Bombas – SC para conhecer as praias ao redor. Ondas Verdes Bombinhas Bombinhas era linda, aquela água clara e gelada, com ondas dignas, deu pra me divertir muito. mar em Bombinhas Praia da Lagoinha Mas sem dúvida a praia que mais gostei foi Lagoinha. O mar tinha cor esverdeada, tinha muitas formações rochosas perto, como vocês podem ver, e isso formava uma certa “piscina”, pois as ondas fortes não chegavam nessa parte. é uma ótima praia pra levar crianças. Nessa praia também dá pra alugar snorkel pra mergulhar, mas nossa experiência com isso foi meio frustrante. Lagoinha Caranguejo em Lagoinha
Foi aí que começamos a encontras muitos estrangeiros. Muitas famílias falando espanhol. Pra quem é da Argentina fica mais perto ir para essas praias do que pra muita gente no Brasil.
Rochas na Lagoinha

Destinos – Curitiba feita de arte (parte II)

Ainda sobre Curitiba,  tenho que falar do meu segundo dia na cidade, que foi o mais intenso.

 santa felicidade

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Um bairro ou uma cidade ao lado que eu descreveria como o paraíso do vinho, do champagne, queijo e chocolate! É uma tentação esse lugar, só pela quantidade queijo, chocolates e vinhos (pra quem gosta). No melhor clima italiano e festeiro, o lugar consumiu boa parte do nosso domingo, provando e comprando algumas coisinhas hehehe.

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Com direito a Black Santas (Já leu Paper Towns? entededores entenderão)

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Parque tanguá

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Uma coisa que adoro em Curitiba é a quantidade de parques e lugares pra estar em contato com a natureza, com muito verde, mas sem se isolar totalmente da cidade, do asfalto. E um lugar lindo que eu não fazia ideia que existia é o Parque Tanguá. É um lugar com o mesmo estilo de jardinagem do Jardim Botânico ( a nossa “guia” disse que eles trocam as cores das flores dependendo da época do ano o.O ), e tem duas torres pra você subir e contemplar uma vista linda do Vale. Cheguei lá e começou a chover, mas isso não me impediu de curtir o momento e fotografar MUITO.

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Feirinha do largo

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Infelizmente não fotografei muito essa feirinha pois estava muito lotada e eu fiquei com receio de andar com a câmera na mão. Mas pra quem gosta de feira sabe como é, tem de tudo, tem broches, comidas diferentes, artesanato, bolinho de camarão, pastel, música, artistas de rua, jovem, gente de todo lado. Dei sorte de poder ver a Mesquita aberta e ver uma exposição da Copa que estava rodando por todas as cidades com estádios da competição.

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MON – Museu oscar niemeyer

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Fiz questão de passear nesse museu. Além de ter exposição fixa da história e obras projetadas por um dos maiores arquitetos brasileiros, o MON está sempre renovando suas exposições. é muito, muito, muito grande mesmo. Se quiser passar por lá, reserve uma tarde pra aproveitar bem. A entrada não é cara, e vale muito a pena. Parece que lá é o ponto de encontro dos adolescentes, quando eu saí do museu tinha muita gente lá fora, dançando, tocando, andando de skate.

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Essa cidade é pura arte!

Destinos – Curitiba do meu coração (parte I)

Eu tenho uma história e um caso de amor com essa cidade.

No final de 2012 fui prestar vestibular para Artes cênicas lá. Só que nós nos perdemos no caminho, chegamos atrasados na prova e demos de cara com o portão. Mas o melhor de tudo foi aproveitar o resto do dia pra conhecer alguns dos lugares bonitos de lá, e isso me deu mais certeza de que um dia quero viver nessa cidade maravilhosa.vista do guaira DSC09474 DSC09451 curitiba-actionparis

Então, em janeiro de 2014 eu tive a oportunidade de voltar pra lá. E dessa vez fiquei dois dias hospedada na casa de uns amigos dos meus pais que são da minha cidade e moram lá há 10 anos. E com eles eu fiz um tour completo na cidade, que só me fez amar mais e mais.

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Tentei visitar a Ópera de Arame, mas estava em reforma 😦 #euvoltarei

JARDIM bOTÂNICO

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Não dá pra passar por Curitiba sem visitar o Jardim Botânico. É aquele lugar lindo maravilhoso, com uma estufa de vidro e muitas flores, com jardinagem totalmente planejada. Eu vi bastante gente caminhando, passeando com a família, deitado na grama lendo, ou seja, é um lugar tranquilo e ótimo pra passar uma tarde ensolarada. Mas não é só natureza e fotinhas, no jardim botânico tem um Orquidário e um Centro de Exposições, lugares que eu não pude visitar nesta época( fica pra próxima né, mais uma desculpa justa pra voltar). Mas a arquitetura e a paisagem do lugar são dignos de admiração e fotos maravilhosas.

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Mercado municipal

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Coisas da minha mãe. Eu acho que mercadão é tudo igual e sempre legal. Tinha todas aquelas frutas diferentes, tinha blueberry e framboesa vendendo em todo lugar, tinha lojinha de coisas japonesas, tem de tudo. Dá vontade de comprar tudo e trazer, principalmente frutas e especiarias, pois não é tudo que tem em Marília e normalmente aqui é mais caro. Voltei com um saco de cookies de Cranberry e um vidro de Maple Syrup, entre outras coisinhas.

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Centro da cidade, prédios lindos

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Curitiba tem 321 anos. Então é cheia de prédios com arquitetura impressionante, recheada de lugares lindos pra fotografar e admirar. eu fiz meu pai parar o carro só para fazer fotos. Mas espero voltar com mais tempo pra conhecer cada local com calma.   CURITIBA11-6878 CURITIBA11-6880  CURITIBA11-6899 CURITIBA11-6896CURITIBA11-6900

Características das pessoas que me inspiram

Um dos meus hobbies é gostar de saber a história de vida das pessoas. Eu sou curiosa, então quando estou sempre fuçando pra conhecer a vida de algum artista, escritor ou professor, qualquer um que chamar a atenção. Me interesso em ouvir/ler a própria pessoa descrevendo sua vida, sua trajetória e personalidade. Algumas delas me encantam e motivam a buscar mais ser quem eu realmente sou. Naturalmente, percebi que essas pessoas tem coisas em comum. E essas coisas tem relação com algo que eu também sou, ou gostaria muito de ser.

1. São desapegadas

Mudam de profissão, de cidade, de país. Abandonam a faculdade. Largam emprego sem ter outro em vista. Abrem mão de coisas materiais por um propósito. Não acumulam objetos e buscam viver mais do que ter. Não que seja fácil abrir mão dessas coisas, mas para essas pessoas, vale a pena em vista do que podem ganhar. Eu não sou tão desapegada, mas procuro ser, principalmente de bens materiais. Não acho que todo desapego é bom, ter dificuldades em se apegar a pessoas e planos pode ser prejudicial para uma pessoa. Essas pessoas não tem apego a coisas, mas tem raízes e ainda valorizam sua origem. acho que isso leva para o próximo ponto..

2. Não se limitam

Mesmo tendo raízes, origens e valores, as pessoas que me inspiram não se limitam. Não permitem que as circunstâncias (a falta de dinheiro ou meios, a idade, o tempo) os impeçam de seguir em frente. Nem que um padrão social coloque barreiras em seus objetivos. Deixam de buscar atender às expectativas das pessoas ao redor e vão! Entendem que o caminho em direção ao seu alvo será cheio de obstáculos e estão dispostas a superá-los.

3. Viajam

Com dinheiro ou sem. Pra estudar, trabalhar ou simplesmente turistar. Viajam sempre que surge uma oportunidade, sempre que for possível. Dão importância pra isso sabe? Nesses eu me incluo. Eu me pego pensando quanto tempo faz que não viajo, contando notinhas para ver se é possível sair da bolha de vidro que me prende em Marília. coleciono minhas viagens como os bens preciosos da minha vida. As pessoas não entendem: porque essa obsessão em viajar? Inquietos somos nós, que não achamos que vale a pena ficar a vida inteira num lugar só. Que somos alimentados pelo frio na barriga de chegar em um lugar desconhecido.

4. Criam

Não coloco aqui apenas os artistas, mas todos que inventam. Inventam receitas novas, fazem a mesma coisa de jeitos diferentes, criam blogs sobre assuntos que ninguém fala (ainda),customizam suas roupas, pintam paredes e móveis. Transformam berço em criado-mudo, geladeira velha em despensa. Designer, empreendedores, criativos, artesãos, inusitados. Poucas coisas me fascinam mais do que pessoas criativas. Aquelas que você fica INDIGNADO e não consegue pensar numa coisa que levou a pessoa a ter tal ideia. Pensam fora da caixa, dentro da caixa, em cima da caixa, fazem a caixa de casa e chapéu, picotam e comem a caixa. Nada é impossível para pessoas assim ❤

É bem assim que eu quero ser.

Trabalhar por amor

Estou trabalhando de graça.

Isso mesmo. Em uma organização sem fins lucrativos. Trabalho e não ganho nada em dinheiro. Tenho jobs, compromissos para comparecer, deadlines para cumprir. Tenho entrevistas por skype. Tenho metas para bater. Vendas, contratos, projetos…

Estou trabalhando de graça, e não é a primeira vez. Estava pensando nas coisas que fiz na vida sem ganhar algo em troca. coisas que fiz porque amava fazer ou por um propósito maior que ganhar dinheiro ou reconhecimento. Fiz teatro, dança, cuidei de criança (não que eu goste disso, mas por causa do propósito), entre outras coisas.

Eu tenho pensado muito em dinheiro (ou mais precisamente na falta dele), só que já fiz muita coisa assim, por que eu queria. Isso é um mega autoconhecimento.  Não sou tão materialista como eu pensava! haha Não digo isso para parecer uma pessoa boa ou caridosa, por que não era isso minha motivação. Eu simplesmente gostava e ficava feliz. E depois de muito tempo distante de fazer algo que me agradasse, estou me sentindo assim de novo.

A verdade, e o motivo pelo qual estou escrevendo, é a conclusão que cheguei sobre escolher um trabalho/carreira: faça por dinheiro aquilo que você seria capaz de fazer sem ganhar nada. Aquelas coisas que você faz sem esperar em troca aplausos, tapinhas nas costas, dólares euros ou reais. Imagine: se hoje metade da população está trabalhando com uma coisa que detesta, imagine se fosse possível redirecionar todo mundo, trocar os cargos, pra que as pessoas pudessem fazer o que gosta e ainda receber por isso? Fantástico, mas utópico também.

Se um dia eu ganhar algum dinheiro por fazer algo parecido com o que estou fazendo hoje, vou me sentir espetacular!

Mas se isso nunca acontecer, tudo bem! Vale a pena mesmo assim.

Get stuff done!

Por vários fatores e experiências, eu posso dizer que conheço muita gente criativa. Talvez por identificação, pelos lugares que vou, pelas conversas que me interessam. Pois é, a maioria dos meus amigos mais próximos tem algum envolvimento com arte, criação. Eu já ouvi muitas vezes: “to pensando em escrever um livro” ou “tive uma ideia para um filme”, “lê esse poema que eu escrevi e me diz o que você acha”, “escuta essa música que eu fiz”…

Muitas ideias soltas…
GET THINGS DONE
Sem direcionar essa crítica aos meus conhecidos, mas a todos os envolvidos com criatividade, temos uma terrível tendência a esperar a inspiração espiritual descer sobre nós e em um momento mágico especial produziremos a obra prima de nossas vidas, que nos dará prestígio e reconhecimento e muito dinheiro! Ou temos aquela ideia fantástica, muito louca, inovador o negócio, um dia vou fazer. Até que um dia você vê na internet que alguém já fez aquilo que você pensava. ESTÃO COLOCANDO CÂMERAS NA MINHA CASA, ROUBANDO MINHA IDEIA! Na verdade, enquanto a coisa está na sua cabeça, não é nada. A criação só te pertence quando você cria.
Essas são apenas desculpas que inventamos pra nós mesmos, pra não fazer a coisa acontecer.
Ou é porque não tenho tempo. Depois tenho tempo, mas não tenho dinheiro. Muitas vezes nenhum dos dois estão muito disponíveis, mas quer saber? As pessoas que fizeram algo admirável, bonito, bom, espetacular, famoso, inspirador fizeram nas mais diversas circunstâncias. Com dinheiro, sem dinheiro (na maioria das vezes, porque a maioria dos artistas, sacomé né), com filhos, com família ou sem família, sozinhos ou coletivamente, com tempo de sobra ou nas sobras do tempo… Quando procuro saber a história das pessoas que me inspiram, pessoas de sucesso vejo que cada um vivia uma situação diferente. Mas o fato em comum entre essas histórias é que todos tiveram que abrir mão de alguma coisa para se dedicar a outra.
Não tem como escapar.
Você tem que sentar (ou levantar) e fazer.
Recentemente li o livro Steal like an artist do Austin Kleon (recomendado). Indiquei para um amigo e ele me disse “o livro é bom, mas o melhor conselho é: do it”.
Faça.
Você acha que não consegue escrever um livro?  Escreva um capítulo. Ou uma frase.
Não tem dinheiro pra produzir um filme? Tente fazer um curta. Um vídeo de 3 minutos. Um vídeo com o celular. UM GIF!
Não aguenta comprar um Manfrotto? Compre um Vivitar.  Não tem caixa para uma 5d mark II? Compra uma T1. (fotógrafos entenderão).
Por favor, faça sua arte. Não prive o mundo da sua genialidade, não deixe uma ideia ser devorada pela preguiça ou procrastinação.
Desenhe. Escreva. Projete. Fotografe. Dance. Atue. Dramatize.
Comece hoje com o que você tem.
Apenas faça.
 
–É por isso que eu estou aqui, escrevendo em um blog que ninguém lê– 

selvagem

Vocês são loucos, pois procuram com muito empenho uma infinidade de coisas inúteis; vocês são pobres, pois limitam seus bens ao dinheiro, em vez de simplesmente gozar da criação, como nós, que não queremos nada além de desfrutar mais livremente de tudo

Trecho da peça francesa “O arlequim selvagem”, de 1721. Li no livro Aprender Antropologia de François Laplantine