“É a vida”

MAFALDA

Você está conversando com alguém. Reclamando. Da lentidão do trem, da desigualdade do mundo, dos preços aumentando. De uma lei injusta que foi aprovada, de uma situação de humilhação ou abuso que você presenciou, dos deputados aumentando seu salário.

Estou indo longe demais.

Quero falar mesmo das pequenas colocações do dia a dia. Que incomodam quem sabe olhar a vida no detalhe. A maioria das pessoas não percebe, e quando o assunto é trazido à tona, alguém sempre diz “é a vida”.

Essa semana eu me envolvi em algumas discussões, e colecionei essas respostas.

“O mundo é assim mesmo, e nunca vai mudar”

“Vivemos numa sociedade doente, que não tem conserto”

No filme “Que horas ela volta” – uma pérola do cinema brasileiro atual – a personagem Jéssica questiona a mãe sobre os comportamentos que ela tinha repreendido na filha, perguntando quem tinha ensinado ela que não pode isso, e pode aquilo. A mãe então responde, que são coisas que ela nasceu sabendo.

Que horas ela volta

Ora, ninguém nasce sabendo nada. Por isso eu que nasci no Brasil falo português, e minha colega que nasceu no Marrocos fala francês e espanhol, línguas faladas pelos seus pais. Você não nasce sabendo onde era pra ser o seu lugar, mas as circunstâncias que você vive o fazem pensar o que pode ou não é capaz de fazer na vida.

O problema não é vivermos numa sociedade doente, mundo falido e bla bla bla. O problema é cada indivíduo reconhecendo essas falhas, e repetir constantemente:

“é a vida.”

é a vida

é a vida

conformismo doentio. As pessoas se acostumam, acabam aceitando que tem muito ou que tem quase nada. Acabam aceitando serem tratadas de forma específica pela sua classe social, aparência, gênero.

Talvez a grande doença da sociedade não seja a própria fome, pobreza, desigualdade, injustiça. A doença mais grave e peçonhenta é acostumar-se com tudo isso, achar que simplesmente é a vida.

História de gente

Nada tem um poder maior de inspirar, incomodar e tocar outras pessoas do que uma história verdadeira.

Ruby Sparks

Se algumas histórias de ficção já nos envolvem e tocam de uma forma genuína, imagina quando a história é real? Real, do tipo que aconteceu mesmo em uma época com uma pessoa. É aquele impacto que temos quando assistimos um filme ou terminamos um livro, e aí alguém te conta “é uma história real isso aí”. Uau.

Histórias reais: eu fui, eu vi, aconteceu comigo, eu senti, eu fiz, eu me tornei, eu alcancei, eu consegui, eu vivi isso, eu passei por isso. Não são qualquer coisa, são histórias de pessoas.

Eu gosto de ouvir e ler a história das pessoas, conhecer o percurso, o progresso a jornada. Entender o que rolou até o ponto atual.

Mas contar um história pode ser uma tarefa complicada. Às vezes a história é boa e a pessoa não sabe contar direito. Não é “fui na Europa. conheci 13 países. foi massa”. Tem todo uma mágica na arte de descrever um fato, sem inventar nem aumentar, mas valorizando a experiência. Até uma simples ida ao mercado pode render uma boa história.

Acho que por isso gosto de escrever e fotografar. Tem uma maravilha em pegar o que é comum e transformar em algo fantástico. Eu não sei contar minha história, mas por outro lado é o que eu mais gosto de fazer! Vai entender.

Se quiser me contar sua história, podemos marcar um dia.

O que eu sou X o que não sou

Não sou:

nem um pouco simpática. não sou do tipo que dá bom dia a todos e sai perguntando “tudo bem, tudo bem?”. não sou sortuda. não sou bem resolvida. não sou agressiva. ao contrário do que muitos pensam, eu detesto violência, bater, essas coisas. não sou fria. eu sou sensível e não sou de pedra. não sou estudiosa. o que aprendo é por inquietação, teimosia e curiosidade, não estudo mesmo. não sou exemplar em quase nada. não sou rica. não sou pobre. não sou mal amada. não sou maldosa. definitivamente, não sou falsa, não consigo. não sou aproveitadora nem manipuladora. não sou enigmática. não sou cuidadosa. não sou delicada. não sou arrumadinha. não sou fácil de engolir mesmo. não sou aquela pessoa que se contenta. não sou nada, nada amigável na maioria das vezes.

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o que sou

eu sou muito indecisa. eu sou apaixonada. sou dramática, chorona e exagerada quanto aos sentimentos. sou sonhadora até demais. sou sincera e falo as coisas que penso mesmo em situações desfavoráveis. sou verdadeira na medida do possível e não faço joguinhos. sou introvertida e pouco sociável. sou noctívaga. sou apaixonada pela arte e todas as suas formas de expressão. sou persistente. sou evasiva. sou inconformada. sou cristã. sou medrosa e sou corajosa. sou viajante, leitora, dançarina e fotógrafa. sou filha, sou irmã. sou prima, sou neta e sobrinha. sou organizada (SIM MÃE, EU SOU), e exigente comigo e com outros. sou aprendiz. sou inquieta. sou Isadora. sou velha demais, sou nova demais e meio insegura. sou um pouco rebelde. sou difícil. sou pirada. eu sou tão, tão, tão eu, que nem me aguento.

escola para quem precisa

Eu nunca fui muito feliz com a escola. Acordar cedo era ruim, quando no ensino fundamental eu me achava inteligente demais, e no ensino médio eu simplesmente detestava a escola, as pessoas, e no meu último ano, quando eu deveria focar em estudos para vestibular, eu só dormia, varzeava e fazia contagem regressiva para o fim da escola. Quando finalmente acabou, eu pensei: ESTOU LIVRE. E ao contrário do que muitos me diziam, eu não sinto falta da escola, não tinha tantos amigos pra ter saudade, e posso entrar em contato com eles, se quiser manter a amizade. Era um peso e eu fico feliz de estar longe disso hehe

Mas apesar da minha implicância pessoal, eu tenho muita coisa contra o sistema de ensino atual, que parece estar preso a um modelo ultrapassado de educação e não dá mais suporte ao perfil das crianças e adolescentes do século XXI. Os alunos de hoje são muito mais dinâmicos, fazem mil coisas ao mesmo tempo, tem acesso livre o todo tipo de informação por causa de internet, e processam essa informação num ritmo mais acelerado. Mas aí somos forçados pela lei a ficar 5 horas do dia sentados em uma carteira ouvindo o professor falar, decorando sem aprender, uniforme obrigatório, matéria obrigatória, proibido conversar, proibido discordar.. Um sistema que pressupões que todo mundo é igual: as mesmas matérias, as mesmas provas, mesmas cobranças sobre pessoas, indivíduos diferentes entre si… Será que só pra mim é óbvio que isso está errado?

Sempre tem a pessoa criativa, que desenha durante a aula de química,ou quer tocar violão, ou não consegue ficar parado, MUITOS que dormem na aula de inglês porque já sabem mais que o verbo to-be… E a história do Brasil, repetida todo ano, mais filosofia, geografia, história da arte, literatura ensinada de um jeito diluído no ki-suco, que não da espaço para discussão de ideias, formação de diferentes pontos de vistas e interpretações variadas, subestimando a capacidade do aluno e limitando seu potencial com aquele julgamento de certo x errado.

O que quero dizer, é que a escola nos moldes de hoje só admite um tipo “certo” de aluno, e muitas vezes desconsidera que existem múltiplas inteligências e múltiplas eficiências, desanima a pessoa a se aprimorar nas suas habilidades, desestimula o debate, pois poucas vezes há liberdade discordar do que foi falado. Questões de interpretação corrigidas como “erradas” e a clássica pergunta “onde está a graça da tirinha” que não é engraçada.

Muitos professores, sem querer, acabam tentando ditar padrões nos quais devemos acreditar. Quem não passa em vestibular não vai ser ninguém na vida, ou que fazer uma faculdade particular é sinal de fracasso. Já vi professores que duvidaram do trabalho, achando que era copiado da internet, reclamando de uma margem errada por 3 milímetros, falando que o desenho estava “errado”, desencorajar criatividade, cortar um discussão… Não digo que todos os professores são ruins, e fazem as coisas por maldade, mas muitos agem assim por falta de formação ou simplesmente porque foram ensinados assim. Eu vi bons professores também, que marcaram a vida de seus alunos e ensinaram muito mais do que a matéria deles. Minha crítica não é aos professores, que são extremamente desvalorizados, mas ao “sistema” que os coloca em situação precária e desfavorável

Aí você sai da escola, e dá uma olhadinha rápida na vida dos seus colegas de classe, concluindo que o seu desempenho na escola, ou melhor, suas notas não predestinaram a um futuro bom ou ruim. Há inúmeros fatores entre um 0 e um 10 que fazem a diferença na vida de uma pessoa, e constroem seu “sucesso”.

O que eu sonho para o futuro do Brasil é uma renovação na educação, com grades curriculares mais flexíveis e amplas, que considerem o indivíduo e não apenas uma massa que precisa ser passada de ano. Turmas menores, com aulas dinâmicas que utilizam mais ferramentas de aprendizagem, não apenas enciclopédia, lousa, giz e caderno. Eu anseio pela valorização do trabalho do professor, que eles possam ter formação de qualidade, recebam um salário digno e estejam satisfeitos com sua profissão, o que liberaria todo seu potencial de ensino. Uma escola que incentivasse o debate, a pesquisa, a curiosidade, a criatividade. Uma escola que tivesse vários métodos de avaliação. Assim, formaríamos pessoas melhores, profissionais melhores, muito mais preparadas para um curso de nível superior, estimuladas a trabalhar seus pontos fortes e vencer seus pontos fracos.

Pode parecer utopia, mas para mim não é. Peço desculpas aos estudiosos da área da educação. Eu não tenho conhecimento profundo sobre isso, nem posso dizer o que é viável atualmente, esse post é um desabafo, e contém conclusões baseadas na minha experiência. Estou aberta a discussões, pois é um assunto que me interessa, qualquer zica podem comentar.

PS: Ao clicar na imagem que ilustra esse post, você será direcionado para a fonte da imagem, e um texto interessante sobre o mesmo assunto.

Características das pessoas que me inspiram

Um dos meus hobbies é gostar de saber a história de vida das pessoas. Eu sou curiosa, então quando estou sempre fuçando pra conhecer a vida de algum artista, escritor ou professor, qualquer um que chamar a atenção. Me interesso em ouvir/ler a própria pessoa descrevendo sua vida, sua trajetória e personalidade. Algumas delas me encantam e motivam a buscar mais ser quem eu realmente sou. Naturalmente, percebi que essas pessoas tem coisas em comum. E essas coisas tem relação com algo que eu também sou, ou gostaria muito de ser.

1. São desapegadas

Mudam de profissão, de cidade, de país. Abandonam a faculdade. Largam emprego sem ter outro em vista. Abrem mão de coisas materiais por um propósito. Não acumulam objetos e buscam viver mais do que ter. Não que seja fácil abrir mão dessas coisas, mas para essas pessoas, vale a pena em vista do que podem ganhar. Eu não sou tão desapegada, mas procuro ser, principalmente de bens materiais. Não acho que todo desapego é bom, ter dificuldades em se apegar a pessoas e planos pode ser prejudicial para uma pessoa. Essas pessoas não tem apego a coisas, mas tem raízes e ainda valorizam sua origem. acho que isso leva para o próximo ponto..

2. Não se limitam

Mesmo tendo raízes, origens e valores, as pessoas que me inspiram não se limitam. Não permitem que as circunstâncias (a falta de dinheiro ou meios, a idade, o tempo) os impeçam de seguir em frente. Nem que um padrão social coloque barreiras em seus objetivos. Deixam de buscar atender às expectativas das pessoas ao redor e vão! Entendem que o caminho em direção ao seu alvo será cheio de obstáculos e estão dispostas a superá-los.

3. Viajam

Com dinheiro ou sem. Pra estudar, trabalhar ou simplesmente turistar. Viajam sempre que surge uma oportunidade, sempre que for possível. Dão importância pra isso sabe? Nesses eu me incluo. Eu me pego pensando quanto tempo faz que não viajo, contando notinhas para ver se é possível sair da bolha de vidro que me prende em Marília. coleciono minhas viagens como os bens preciosos da minha vida. As pessoas não entendem: porque essa obsessão em viajar? Inquietos somos nós, que não achamos que vale a pena ficar a vida inteira num lugar só. Que somos alimentados pelo frio na barriga de chegar em um lugar desconhecido.

4. Criam

Não coloco aqui apenas os artistas, mas todos que inventam. Inventam receitas novas, fazem a mesma coisa de jeitos diferentes, criam blogs sobre assuntos que ninguém fala (ainda),customizam suas roupas, pintam paredes e móveis. Transformam berço em criado-mudo, geladeira velha em despensa. Designer, empreendedores, criativos, artesãos, inusitados. Poucas coisas me fascinam mais do que pessoas criativas. Aquelas que você fica INDIGNADO e não consegue pensar numa coisa que levou a pessoa a ter tal ideia. Pensam fora da caixa, dentro da caixa, em cima da caixa, fazem a caixa de casa e chapéu, picotam e comem a caixa. Nada é impossível para pessoas assim ❤

É bem assim que eu quero ser.

Trabalhar por amor

Estou trabalhando de graça.

Isso mesmo. Em uma organização sem fins lucrativos. Trabalho e não ganho nada em dinheiro. Tenho jobs, compromissos para comparecer, deadlines para cumprir. Tenho entrevistas por skype. Tenho metas para bater. Vendas, contratos, projetos…

Estou trabalhando de graça, e não é a primeira vez. Estava pensando nas coisas que fiz na vida sem ganhar algo em troca. coisas que fiz porque amava fazer ou por um propósito maior que ganhar dinheiro ou reconhecimento. Fiz teatro, dança, cuidei de criança (não que eu goste disso, mas por causa do propósito), entre outras coisas.

Eu tenho pensado muito em dinheiro (ou mais precisamente na falta dele), só que já fiz muita coisa assim, por que eu queria. Isso é um mega autoconhecimento.  Não sou tão materialista como eu pensava! haha Não digo isso para parecer uma pessoa boa ou caridosa, por que não era isso minha motivação. Eu simplesmente gostava e ficava feliz. E depois de muito tempo distante de fazer algo que me agradasse, estou me sentindo assim de novo.

A verdade, e o motivo pelo qual estou escrevendo, é a conclusão que cheguei sobre escolher um trabalho/carreira: faça por dinheiro aquilo que você seria capaz de fazer sem ganhar nada. Aquelas coisas que você faz sem esperar em troca aplausos, tapinhas nas costas, dólares euros ou reais. Imagine: se hoje metade da população está trabalhando com uma coisa que detesta, imagine se fosse possível redirecionar todo mundo, trocar os cargos, pra que as pessoas pudessem fazer o que gosta e ainda receber por isso? Fantástico, mas utópico também.

Se um dia eu ganhar algum dinheiro por fazer algo parecido com o que estou fazendo hoje, vou me sentir espetacular!

Mas se isso nunca acontecer, tudo bem! Vale a pena mesmo assim.

Get stuff done!

Por vários fatores e experiências, eu posso dizer que conheço muita gente criativa. Talvez por identificação, pelos lugares que vou, pelas conversas que me interessam. Pois é, a maioria dos meus amigos mais próximos tem algum envolvimento com arte, criação. Eu já ouvi muitas vezes: “to pensando em escrever um livro” ou “tive uma ideia para um filme”, “lê esse poema que eu escrevi e me diz o que você acha”, “escuta essa música que eu fiz”…

Muitas ideias soltas…
GET THINGS DONE
Sem direcionar essa crítica aos meus conhecidos, mas a todos os envolvidos com criatividade, temos uma terrível tendência a esperar a inspiração espiritual descer sobre nós e em um momento mágico especial produziremos a obra prima de nossas vidas, que nos dará prestígio e reconhecimento e muito dinheiro! Ou temos aquela ideia fantástica, muito louca, inovador o negócio, um dia vou fazer. Até que um dia você vê na internet que alguém já fez aquilo que você pensava. ESTÃO COLOCANDO CÂMERAS NA MINHA CASA, ROUBANDO MINHA IDEIA! Na verdade, enquanto a coisa está na sua cabeça, não é nada. A criação só te pertence quando você cria.
Essas são apenas desculpas que inventamos pra nós mesmos, pra não fazer a coisa acontecer.
Ou é porque não tenho tempo. Depois tenho tempo, mas não tenho dinheiro. Muitas vezes nenhum dos dois estão muito disponíveis, mas quer saber? As pessoas que fizeram algo admirável, bonito, bom, espetacular, famoso, inspirador fizeram nas mais diversas circunstâncias. Com dinheiro, sem dinheiro (na maioria das vezes, porque a maioria dos artistas, sacomé né), com filhos, com família ou sem família, sozinhos ou coletivamente, com tempo de sobra ou nas sobras do tempo… Quando procuro saber a história das pessoas que me inspiram, pessoas de sucesso vejo que cada um vivia uma situação diferente. Mas o fato em comum entre essas histórias é que todos tiveram que abrir mão de alguma coisa para se dedicar a outra.
Não tem como escapar.
Você tem que sentar (ou levantar) e fazer.
Recentemente li o livro Steal like an artist do Austin Kleon (recomendado). Indiquei para um amigo e ele me disse “o livro é bom, mas o melhor conselho é: do it”.
Faça.
Você acha que não consegue escrever um livro?  Escreva um capítulo. Ou uma frase.
Não tem dinheiro pra produzir um filme? Tente fazer um curta. Um vídeo de 3 minutos. Um vídeo com o celular. UM GIF!
Não aguenta comprar um Manfrotto? Compre um Vivitar.  Não tem caixa para uma 5d mark II? Compra uma T1. (fotógrafos entenderão).
Por favor, faça sua arte. Não prive o mundo da sua genialidade, não deixe uma ideia ser devorada pela preguiça ou procrastinação.
Desenhe. Escreva. Projete. Fotografe. Dance. Atue. Dramatize.
Comece hoje com o que você tem.
Apenas faça.
 
–É por isso que eu estou aqui, escrevendo em um blog que ninguém lê– 

elos memoráveis

“…pense na grande corrente de ferro, de ouro, de espinhos ou de flores que não o teria prendido se não fosse o primeiro elo…”
se minha mãe não saísse da sua cidade natal…
se meu pai não viesse morar nessa cidade…
e se ele conseguisse aquele emprego fora..
se eles não tivessem se percebido em meio aos outros…
se eu tivesse nascido de 9 meses, e não adiantado…
se meus pais não comprassem aquele terreno em promoção…
se eu não tivesse que mudar de escola alguma das 3 vezes…
se eu não entrasse para um grupo de teatro?
se eu não tivesse perdido o vestibular?
se eu não discutisse com uma certa pessoa a primeira vez que a vi?
se eu não virasse naquela esquina?
se não estivesse nessa cidade?
se não fosse aquele sorriso? tão memorável
elos, dias, fatos que mudaram minha vida, um pouco, ou completamente.
ainda bem